Tem alguém cansado aí? Sim, sabemos que a rotina pode ser esmagadora. Mas acreditem, o trabalho também pode – e deve – ser prazeroso. No meio de tantas reuniões, estresses, milhares de informações e pepinos para resolver, a saúde mental fica de lado. Só não vamos normalizar isso, ok?!
Existem muitos fatores que contribuem para o esgotamento, desde o lado pessoal até o profissional. Quando se trata do profissional, o contexto externo tem um peso considerável, estamos falando de ambientes tóxicos, acúmulo de funções, falta de apoio, entre tantas outras situações que acabamos vivendo no mundo corporativo. Até mesmo o local em que você está fazendo suas atividades pode atrapalhar o bem-estar mental.
Dito isso, queremos usar esse espaço para botar em pauta uma conversa sincera sobre esgotamento profissional, ou melhor, a Síndrome de Burnout. Ao contrário do que muitas pessoas pensam Burnout é, de fato, um distúrbio e, por isso, vem acompanhado de vários sintomas. Entre os mais comuns estão: exaustão extrema, estresse, esgotamento físico e mental, insônia e dificuldade de concentração.
A principal causa é justamente o excesso de trabalho. Acontece com frequência em profissionais que atuam sob pressão e responsabilidades o tempo todo. Mas não para por aí. Dados do INSS revelam que houve um aumento de 136% de 2019 para 2023 em casos de afastamentos por burnout. Em cenários mais graves, o burnout pode chegar a um estado de depressão profunda. Por isso, fica o alerta, é essencial procurar apoio profissional, especialmente durante o surgimento dos primeiros sintomas.
De acordo com o Ministério da Saúde, estes são os principais sinais e sintomas que indicam a Síndrome do Burnout:
- Cansaço excessivo, físico e mental;
- Dor de cabeça frequente;
- Alterações no apetite;
- Insônia;
- Dificuldades de concentração;
- Sentimentos de fracasso e insegurança;
- Negatividade constante;
- Sentimentos de derrota e desesperança;
- Sentimentos de incompetência;
- Alterações repentinas de humor;
- Isolamento;
- Fadiga.
- Pressão alta.
- Dores musculares.
- Problemas gastrointestinais.
- Alteração nos batimentos cardíacos.
A boa notícia é que existem formas eficazes de prevenção. Além da terapia, a prática regular de atividades físicas ajuda no relaxamento, aliviando o estresse e controlando os sintomas da doença. Ah, e por que não tirar férias? Vá em busca de atividades de lazer com familiares e amigos, isso faz a diferença.
A melhor estratégia para não deixar os sintomas evoluírem sem que você perceba é adotar hábitos saudáveis, principalmente os que diminuam o estresse e a pressão no trabalho. Mas como colocar em prática? Anota aí.
- Comece com pequenos objetivos, sejam eles pessoais, intelectuais, físicos, ou até mesmo profissionais.
- Fuja da rotina, encontre uma válvula de escape. Ela pode estar nos detalhes mais simples, como tirar 20 minutos do tempo de almoço para um cochilo, ler um livro, ver uma série.
- Converse sobre como você está se sentindo. Costumamos achar que conversas difíceis devem acontecer apenas na terapia, mas não é bem por aí. Pode ser que um amigo próximo esteja passando pela mesma situação que a sua. Procure alguém de confiança e fale sobre seus sentimentos.
- Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e outras substâncias. Isso só vai deixar sua mente mais confusa. Moderação sempre!
- Valorize o sono. Uma boa noite de sono, com pelo menos 8h diárias, é fundamental para manter o equilíbrio entre trabalho, lazer, atividade física, vida social e família.
Por fim, aproveitamos o espaço para mais algumas dicas, ou, quem sabe, conselhos. Priorize escolhas que deixem sua rotina mais leve, produtiva e menos exaustiva. Já aceleramos o áudio do WhatsApp em 2x, vivemos com um olho na chamada de vídeo e o outro no celular, fazemos mais de uma coisa ao mesmo tempo, não prestamos mais atenção no agora, queremos estar 10 passos à frente e imaginando o que pode ser, não o que é.
Se existe a possibilidade flexibilizar, ter autonomia, facilitar o dia a dia, ter menos estresse, por que não escolher ir por esse caminho alternativo? Às vezes, é preciso recalcular a rota. Esperamos que esse papo sincerão tenha ajudado de alguma forma.
Até a próxima!